quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Cuba derruba exigência de permissão para deixar país


A partir de janeiro de 2013, será necessário apenas um passaporte válido para cubanos viajarem ao exterior

BBC
Reuters
Homem cubano restaura Fiat em rua de Havana (24/4)

Cuba anunciou que, a partir de 14 de janeiro de 2013, não será mais necessário que cidadãos do país obtenham permissão de saída para viajar ao exterior. A mídia estatal disse que a medida é uma atualização das leis de imigração e reflete "circunstâncias atuais e futuras".

Saiba mais:Veja o especial do iG sobre a vida em Cuba


Atualmente, os cubanos que querem viajar ao exterior têm de passar por um processo longo e caro para obter a permissão e, frequentemente, dissidentes têm seu pedido negado. Em 2013, será necessário apenas um passaporte válido para que cubanos deixem o país.

A medida é a última de um pacote de mudanças promovidas pelo presidente Raúl Castro.

A correspondente da BBC em Havana, Sarah Rainsford, diz que o processo de obtenção de permissão de viagem é odiado pela maioria dos cubanos.

Com as mudanças, cubanos com residência permanente na ilha poderão ficar no exterior até 24 meses sem necessidade de renovar a documentação. Atualmente, o prazo é de 11 meses.

Rainsford diz ainda que, anteriormente, o governo de Cuba encarava as pessoas que tentavam sair do país como traidores e inimigos da revolução.

Sob o comando do presidente Raúl Castro, que sucedeu seu irmão, Fidel Castro, em 2008, o país vive um processo de abertura, com a gradual redução de diversas restrições nas áreas política, econômica e social.

Fonte: Último Segundo.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Lisboa: ruas da cidade tem nomes criativos e inusitados


Nomes das ruas de Lisboa são convite à imaginação em Portugal

Rua Triste-Feia, beco do Cascão são alguns dos nomes inusitados. Especialista explica que o nome que o povo dá sempre prevalece.

André Luiz Azevedo, Lisboa, Portugal, para o Jornal Hoje

 
Pegue o beco do Carrasco, vire à direita na calçada do Cascão e de repente a rua da Triste-Feia. Uma indicação assim só em Lisboa mesmo.

Nosso passeio pelas ruas e bairros de nomes curiosos começa ao pegar um ônibus para o bairro do Senhor Roubado. O lugarejo parece não se envergonhar do nome. Ele está estampado no pequeno comércio. Mas quem será que foi o tal senhor roubado?

O Senhor Roubado foi a imagem do Nosso Senhor Jesus Cristo roubada de uma igreja no século 17. Percorrendo ruas e becos, chegamos a uns nomes curiosos. Outros que fazem referência a profissões, moradores.

A travessa do Judeu faz esquina com a rua do Poço dos Negros. A rua do André Valente não tem nada a ver comigo, mas há também lembranças sinistras como o beco do Carrasco. Será que é lembrança da época da perseguição religiosa?

Na feira da Ladra, uma das mais antigas de Lisboa, as mercadorias são aquelas comuns em feiras de quinquilharias, algumas antiguidades, mas quem será que deu o nome à feira? Nós procuramos o professor de história de Lisboa, João Alves Dias, para entender como surgem nomes tão curiosos assim.

Ele dá o exemplo de um dos lugares mais conhecidos da capital portuguesa: o Chiado. A placa diz que é em homenagem ao poeta que tinha esse apelido. Mas o professor diz que, na verdade, é por causa do chiado das rodas dos bondes e das antigas carruagens, mas o importante, ele diz, é que o nome que o povo dá sempre prevalece.

Mas logo aparece alguém para esclarecer a origem de um nome tão estranho para a rua Triste-Feia. Um morador da região explica: “dizem que era uma senhora que vivia na parte de cima da rua e que não era muito bonita e daí o nome”.

Olhando a cidade do alto, não dá nem para imaginar quantos nomes de ruas, becos, bairros interessantes, divertidos e curiosos ainda há para descobrir em Lisboa.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Jerusalém pelas janelas de seus moradores


Moradores da Cidade Velha veem pelas janelas seus lugares sagrados

Correspondente da Rede Globo passeia pela Cidade Velha, em Jerusalém, em 27/10/12.
As janelas revelam pontos sagrados para cristãos, muçulmanos e judeus.

Carlos de Lannoy, Jerusalém, para o Jornal Hoje
 
 
Percorremos as ruas da velha cidade de Jerusalém. No bairro judeu, atravessamos a sala da casa até a janela que nos leva para o terraço. Sempre tem algum detalhe que chama a atenção: o gato curte a paisagem e o catavento indica que a brisa é constante.

Há janelas para todos os gostos, de todos os tamanhos e formas. Podemos ver o portão de Jafa e outros pedaços da história. Naquela que virou vitrine, é interessante observar a cerâmica fabricada pelos armênios. O livreiro aproveitou o marco para expor os seus livros em árabe. Antenas de televisão e tanques de água dividem a paisagem com cruzes, os campanários das igrejas, os moazins que chamam os muçulmanos para a reza. Por trás do farol, é possível avistar o teto da velha sinagoga. Do alto dá para ver o burburinho dos turistas e o bate-papo dos religiosos. Fotografar é como abrir uma janela na memória. "Tem uma surpresa em cada esquina", diz a turista canadense.

No muro das lamentações, sempre tem gente rezando. Mesmo janelas que acumulam poeira têm certo charme. Na barbearia, enquanto o cliente reforma o “telhado”, a gente acompanha o movimento na Via Dolorosa, a rua onde Jesus passou carregando a cruz.

No prédio onde mora o Emil, um cristão árabe, tem uma janela quebrada com vista para toda a cidade. A escada conduz ao telhado onde, entre roupas penduradas no varal, podemos contemplar a Igreja do Santo Sepulcro. Do outro lado mesquitas e sinagogas. "É um sentimento muito legal acordar de manhã e ter essa vista. Parece que estamos mais perto de deus, com todos esses templos do lado", diz.

Em frente à casa do Emil tem uma obra. É uma restauração. A casa antiga está hoje alguns metros abaixo do nível da rua. As portas e janelas da casa já não mostram mais a paisagem. Apenas contam a história da cidade destruída e reconstruída inúmeras vezes.

Jerusalém tem 30 mil moradores e recebe mais de três milhões de visitantes. Os russos Igor e Maria contam que já ficaram em hotéis modernos, fora dos muros, mas desta vez preferiram ficar em um edifício antigo, que tem janelas e uma vista deslumbrante. "Daqui do alto dá para sentir a incrível energia da cidade", diz ele.

As construções em Jerusalém são todas muito antigas. A casa onde o Afif mora com a mulher, quatro filhos e a mãe tem mais de 800 anos. Ele nos levar para um lugar muito especial e prova porque é considerado um dos moradores mais privilegiados da cidade velha. A casa dele é uma das poucas que fica sobre o muro que contorna o chamado monte do templo pelos judeus, lugar onde os muçulmanos ergueram seus templos há mais de 1.300 anos. Alguns metros separam o pátio do domo da rocha e da mesquita de Al Aqsa. Todas as manhãs, sentado na cama, faz uma leitura. Afif abre a cortina e pela janela recebe em seu quarto o brilho e a energia da cúpula dourada. Enquanto olha para o templo, bem ali à sua frente, ele resume: "esse lugar é o meu coração".

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Pinturas de Michelangelo feitas há 500 anos são atrações no Vaticano

Capela Sistina foi construída no século XV.
Cerca de 20 mil turistas visitam o Vaticano diariamente.

Ilze Scamparini, Vaticano, para o Jornal Hoje
 
 
No dia 24/11/12, a correspondente Ilze Scamparini, da Rede Globo, visitou a Capela Sistina, no Vaticano, no aniversário de 500 anos dos afrescos de Michelangelo. Os museus do Vaticano recebem cerca de 20 mil turistas por dia, cinco milhões por ano.

Michelangelo, até então reconhecido como escultor, inventou a tridimensionalidade na pintura. Na história da arte, os anjos e profetas em movimento, de um Michelangelo atormentado, mudaram o conceito até do corpo humano.

A Capela Sistina, construída no século XV, hoje preocupa. O diretor dos Museus Vaticanos, Antonio Paolucci, observa que é necessário pensar na conservação do patrimônio. O pó, a umidade e até a respiração dos turistas podem comprometer as obras.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A inserção do negro no futebol brasileiro

O Vasco foi campeão carioca em 1923 com um time repleto de negros e mulatos (Foto: Reprodução internet)

Este dia 20 de novembro de 2012 marca os 317 anos da morte de Zumbi dos Palmares, e o feriado conhecido como Dia da Consciência Negra visa lembrar aos brasileiros a importância do povo africano na formação da cultura nacional. E, como não podia deixar de ser, no futebol, esporte mais importante do país e forte expressão da cultura brasileira, o negro também teve - e continua tendo - participação importante.

O futebol chegou ao Brasil com status de esporte de elite. Na Inglaterra, já era jogado por operários de fábricas, mas chegou a terras brasileiras por meio de estudantes de classe alta, que voltavam do Reino Unido com bolas e chuteiras na bagagem, como foram os casos de Charles Miller e Oscar Cox, os pioneiros da modalidade no Brasil.

Bangu e Vasco: pioneirismo e "exclusão"

No entanto, não demorou muito para que o football conquistasse os operários e trabalhadores também do Brasil. O exemplo mais simbólico é o do Bangu Atlético Clube, time fundado por ingleses, mas formado, em grande parte, pelos operários da Fábrica de Tecidos Bangu, no subúrbio do Rio de Janeiro. O clube foi o primeiro no estado a escalar um atleta negro, Francisco Carregal, em 1905. O feito fez com que, em 1907, a Liga Metropolitana de Football (equivalente à atual FERJ) publicasse uma nota proibindo o registro de "pessoas de cor" como atletas amadores de futebol. O clube, então, optou por abandonar a Liga e não disputar o Campeonato Carioca.

O Bangu ficou conhecido como um clube símbolo da luta contra o racismo no futebol brasileiro, mas foi o Vasco da Gama que entrou para a História ao conquistar um título com um plantel formado quase que inteiramente por jogadores negros, muitos deles "contratados" junto ao Bangu (à época, o futebol ainda era amador, e não havia contratações formais de atletas). O clube, que em 1905 já havia elegido um presidente mulato, Cândido José de Araújo, foi campeão carioca em 1923, seu ano de estreia na Primeira Divisão, e despertou a ira dos rivais. No ano seguinte, Fluminense, Flamengo, Botafogo e outros times abandonaram a Liga e fundaram a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA), entidade à qual o Vasco só poderia se filiar se dispensasse seus 12 atletas negros.

Cabelo esticado e pó-de-arroz para disfarçar


Apesar do grande racismo no futebol brasileiro no início do século XX, o primeiro grande ídolo da modalidade no país foi justamente um mulato. Filho de um alemão com uma brasileira negra, Arthur Friedenreich foi o maior jogador brasileiro na época do futebol amador. Autor do gol que daria o primeiro título à Seleção Brasileira, o Sul-Americano de 1919, Friedenreich era mulato e tinha olhos verdes. antes de entrar em campo, o atacante esticava o cabelo rente ao couro cabeludo para parecer "mais branco".

Tática semelhante foi usada por Carlos Alberto, jogador que trocou o America pelo Fluminense em 1914. Como a camisa branca do clube de elite da zona sul contrastava com sua pele mulata, Carlos Alberto entrava em campo maquiado com pó-de-arroz, que, ao longo da partida, ia escorrendo junto ao suor. A torcida então passou a gritar "pó-de-arroz", que posteriormente se tornaria um apelido dos adeptos tricolores.

Profissionalismo e a inserção do negro no futebol


O Fluminense, aliás, também teve sua participação na luta contra o racismo no futebol, apesar de involuntariamente. À medida que a presença de negros e mulatos foi se tornando cada vez mais aceita dentro dos elencos - ou necessária, pois o nível do futebol praticado em campo ia melhorando e os times se viam obrigados a contar com jogadores de todos os tons de pele para poder competir em pé de igualdade com seus rivais - o clube das Laranjeiras viu aumentar o preconceito dos sócios com os jogadores negros que frequentavam sua sede. Como uma medida para separar sócios de jogadores, o Fluminense entrou na briga pela profissionalização do futebol no início da década de 1930, fazendo com que seus jogadores, agora empregados assalariados, entrassem na sede das Laranjeiras pela porta de funcionários e não mais tivessem contato com os sócios elitistas.

A profissionalização do futebol no Brasil foi um grande passo para a redução do racismo na modalidade. Como os atletas passaram a ser contratados e pagos de acordo com seu nível técnico, a cor de pele dos jogadores passou a ser uma questão menos importante. A nova situação do futebol brasileiro propiciou o reconhecimento de talentos como Leônidas da Silva, o Diamante Negro, que encantou o mundo na Copa de 1938, na França. Antes disso, a presença de negros na Seleção Brasileira ainda era vista com maus olhos.

Em 1921, por exemplo, o então presidente Epitácio Pessoa sugeriu que não fossem convocados jogadores negros para a disputa do Sul-Americano daquele ano para que fosse projetada no exterior "uma imagem composta pelo melhor da sociedade brasileira". No entanto, a popularização do futebol ao longo do século passado o expandiu a todas as camadas sociais do país, e negros como Domingos da Guia, Leônidas, Barbosa, Nilton Santos e outros foram conquistando seu espaço nos clubes e na Seleção e agregando valor ao futebol brasileiro.

Atualmente, ainda não é possível dizer que o futebol brasileiro se viu livre do racismo. No entanto, é evidente o reconhecimento da participação do negro no desenvolvimento do futebol do país, a ponto de o melhor jogador de todos os tempos, eleito atleta do século XX, Pelé, ser negro e não precisar esticar o cabelo nem passar pó-de-arroz para ter seu talento reconhecido.

sábado, 10 de novembro de 2012

Anúncios "matam" Hitler, Saddam e Stalin

Anúncios matam ditadores
FOTO: Reprodução
"Bem, não é sempre assim. Geralmente, a vítima é um inocente". É o que diz o anúncio criado por uma organização de vitimas de acidentes rodoviários. Com o intuito de conscientizar as pessoas para que elas tenham consciência na hora de dirigir, as peças mostram as imagens de grandes vilões da História esborrachados no para-brisa de um carro.
O ditador russo Joseph Stalin, o carrasco alemão nazista Adolf Hitler e o vilão iraquiano Saddam Hussein são as "vítimas" da série de anúncios.
Esta não é a primeira vez que ditadores são utilizados para inspirar os criativos.
"Gentil e efetivo alívio para constipação" - Anúncio para laxante - Mais informações.
"Comunista - Conquistador: bigodes fazem a diferença" - Anúncio para angariar fundos para pesquisas contra o câncer. Mais informações.
"50 anos juntos cortando a voz da opressão" - Anúncio em comemoração ao aniversário da Anistia Internacional. Mais informações.
"AIDS é um assassino em massa" - Criada para conscientizar o público alemão na prática do sexo seguro. Mais informações.
Com informações do Ads Of The World.
Redação Adnews

domingo, 14 de outubro de 2012

Fantástico conversa com mulher-símbolo da guerra do Vietnã

 
Kim Phuc contou ao repórter Roberto Kovalick como superou a tragédia e aprendeu a perdoar.
 
Kim Phuc, a menina da foto que revelou o horror da guerra do Vietnã, esteve no Brasil esta semana. Ela contou ao repórter Roberto Kovalick como superou a tragédia e aprendeu a perdoar.

 
Quem a conhece quer posar ao lado dela. Afinal, Kim Phuc é a menina da foto que ajudou a acabar com uma guerra.

1972. Vietnã. Na vila onde Kim morava, um avião jogou bombas de napalm, substância incendiária feita à base de gasolina - hoje, proibida pelas Nações Unidas.

Do meio do fogo e da fumaça, surgiram crianças queimadas.

Um fotógrafo registrou aquele momento para a história. Kim, com 9 anos de idade, aparecia gritando e nua, porque as roupas foram queimadas junto com parte da pele.
Em palestras no Brasil, Kim conta:

"Infelizmente, os soldados que tentaram me ajudar não sabiam que o napalm queima embaixo da pele, e jogaram água em mim. Isso fez o napalm queimar ainda mais profundamente. E eu desmaiei", diz Kim Phuc.

A foto rodou o mundo. Um impacto tão grande que o presidente americano na época, Richard Nixon, disse: "Isso é uma montagem".

E influiu na pressão da sociedade americana para encerrar a guerra, que ainda levou três anos.

Enquanto tudo isso acontecia, Kim estava em um hospital, para onde foi levada pelo próprio fotógrafo Nick Ut. Já adulta, Kim o reencontrou.
“Ele fez o trabalho dele. Não apenas tirou a foto, mas deu um passo além do dever profissional. Ele me ajudou, salvou a minha vida. Sou muito agradecida por isso”, conta Kim.

Quarenta anos depois, as marcas da guerra ainda são visíveis no corpo de Kim. As cicatrizes causadas por napalm são impossíveis de apagar. Ela geralmente usa roupas de mangas compridas, para não chamar demais a atenção, não chocar as pessoas. Mas não se recusa a mostrar as cicatrizes quando alguém pede. São uma espécie de registro da história.

“Estas são minhas cicatrizes. Estão também nas minhas costas. Foi aqui que eu vi meu corpo pegando fogo. E tentei apagar com a outra mão”, mostra Kim.

“Elas ainda doem?”, pergunta o repórter.

“Sim, muita dor. Nas costas e também aqui. Quando o tempo muda, quando faço alguns movimentos e quando adoeço, a dor aparece”, conta Kim.

Há 18 anos, ela reencontrou o capitão americano que comandou o ataque.

“No começo foi muito difícil perdoar, porque sou um ser humano. Eu comecei a rezar pelos meus inimigos e meu coração se tornou mais leve. É por isso que estou sempre sorrindo e sou sempre positiva”, diz Kim.

Kim se tornou embaixadora da boa vontade da Unesco e criou uma fundação para ajudar outras crianças vítimas de guerras. E corre o mundo inspirando jovens com uma mensagem de paz, fé e perdão.
 
“Assistir à palestra dela é uma motivação a mais”, conta uma jovem.

“Ela perdeu praticamente tudo que ela tinha, toda a vida dela, e hoje ela está aqui, mostrando que ela conseguiu reverter a dor em amor”, acrescenta um jovem.

“A mensagem que eu quero dar para as pessoas do Brasil é que todo mundo pode aprender a viver com amor, com esperança e perdão. O desafio para todo mundo é: se aquela menininha pôde fazer isso, todo mundo pode fazer também”, declara Kim.

Fonte: Fantástico.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Armas de Bonnie e Clyde são leiloadas por mais de R$ 1 milhão

História do casal de assaltantes mortos pela polícia em 1934 foi transformada em filme vencedor de 2 Oscars em 1967.

BBC
 

As armas usadas pelo notório casal de assaltantes americanos Bonnie Parker e Clyde Barrow foram vendidas por mais de meio milhão de dólares (mais de R$ 1 milhão) em um leilão neste domingo nos Estados Unidos.

A história de Bonnie e Clyde, que morreram cravejados de balas pela polícia em 1934, foi transformada em 1967 em um filme vencedor de dois Oscars, com Warren Beatty no papel de Clyde e Faye Dunaway no papel de Bonnie.

Os crimes cometidos pela dupla em pleno auge da Grande Depressão os colocou como figuras de destaque no imaginário americano.

As armas do casal foram vendidas como parte de um leilão intitulado American Gangsters, Outlaws and Lawmen (Gangsters Americanos, Foras da Lei e Homens da Lei), realizado pela companhia de leilões RR Auction no Estado de New Hampshire.

O revólver Colt Detective Special .38 de Bonnie foi vendido por US$ 264 mil, enquanto a pistola 1911 Army Colt .45 de Clyde recebeu um lance máximo de US$ 240 mil.

O leilão também teve pertences de Al Capone e do detetive Eliot Ness, entre outros nomes conhecidos.

'Tragédia de Shakespeare'

Bonnie Parker e Clyde Barrow ganharam notoriedade por uma série de assaltos a banco e assassinatos até serem mortos pela polícia em uma emboscada em 23 de maio de 1934.

Além das armas que o casal portava, também foram leiloados objetos retirados do carro onde eles foram mortos, como o estojo de maquiagem de Bonnie e um maço de fotos.

O professor aposentado de história E.R. Milner afirma que é clara a razão pela qual o casal ganhou tanta notoriedade.

'Os americanos e, acredito, a maioria das pessoas, adoram amantes... e aqui estavam estes jovens no meio da pior depressão econômica da história do mundo lutando pelo que acreditavam que era certo e amando um ao outro', disse ele à BBC.

'Era quase como uma tragédia de Shakespeare transportada para uma estrada poeirenta da Louisiana', afirmou.

Fonte: G1.